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Autoridades lamentam morte de desembargadora e destacam legado no DF





A morte da desembargadora Maria de Lourdes Abreu, aos 73 anos, provocou forte comoção no Distrito Federal e mobilizou manifestações de pesar de autoridades e instituições do sistema de Justiça. Integrante do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a magistrada faleceu na quarta-feira (18), após falência múltipla de órgãos. Ela estava internada no Hospital Sírio-Libanês e havia se afastado das atividades desde o ano passado para cuidar da saúde.


O impacto da perda levou o TJDFT a decretar luto oficial de três dias. Em nota, a Corte destacou a relevância da atuação da desembargadora e o legado construído ao longo de décadas de serviço público. O presidente em exercício do tribunal, Roberval Casemiro Belinati, afirmou que Maria de Lourdes deixa uma marca de integridade e compromisso institucional. “Sua trajetória foi guiada pela retidão e por um olhar sensível sobre o Direito, sempre com profundo respeito à Justiça e à sociedade”, declarou.


A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, também se manifestou e ressaltou a importância da magistrada para o fortalecimento das instituições. Segundo ela, Maria de Lourdes exerceu suas funções com dedicação constante e senso de responsabilidade. “Ela construiu uma história de seriedade e compromisso com o serviço público, tornando-se referência para muitos profissionais do Direito”, afirmou.


O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), onde a desembargadora iniciou a carreira em 1981, relembrou sua trajetória marcada pelo pioneirismo e pela atuação firme em áreas estratégicas. Em nota, o órgão destacou sua contribuição institucional e o respeito conquistado ao longo dos anos. Entidades representativas da advocacia, como a Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF) e a Caixa de Assistência dos Advogados do DF (CAADF), também lamentaram a perda e ressaltaram o impacto de sua atuação no Judiciário.


Natural de Goiânia, Maria de Lourdes Abreu foi nomeada desembargadora do TJDFT em novembro de 2014. Antes disso, construiu carreira sólida no Ministério Público, onde atuou como promotora e procuradora de Justiça, além de coordenar áreas voltadas ao meio ambiente, à ordem urbanística e ao patrimônio cultural. Em maio de 2024, foi eleita ouvidora-geral do tribunal, função que ampliou sua atuação institucional.


As cerimônias de despedida serão realizadas na manhã de sexta-feira (20/3), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Em seguida, o corpo será encaminhado para cremação no Crematório de Valparaíso, em Goiás.


A trajetória de Maria de Lourdes Abreu consolida-se como uma das mais relevantes do Judiciário local, marcada pela defesa das instituições, pela atuação técnica e pelo compromisso com a Justiça ao longo de mais de quatro décadas.






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