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Vacina pode ser a melhor prevenção para câncer cervical e de fígado

Vacina pode ser a melhor prevenção para câncer cervical e de fígado

Vacina pode ser a melhor prevenção para câncer cervical e de fígado

HPV e o vírus da hepatite B são os maiores causadores de câncer cervical e de fígado; vacinas são os principais métodos de prevenção

Dados da OMS: cerca de 10% dos casos de câncer podem estar associados a infecções prolongadas por vírus ou bactérias;

Eficácia vacinal: estudo brasileiro de 2025 aponta redução de 58% nos casos de câncer cervical e 67% nas lesões graves em jovens vacinadas;

Prevenção no SUS: o sistema oferta vacinas contra HPV e hepatite B, além de ter incluído o teste de DNA-HPV como método primário de rastreamento em 2024.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% dos casos de câncer em todo o mundo podem estar associados a infecções prolongadas por vírus ou bactérias. Entre os principais agentes estão o papilomavírus humano (HPV), o Epstein-Barr, os vírus das hepatites B e C e a bactéria Helicobacter pylori.

No câncer de colo do útero — ou câncer cervical —, o HPV está relacionado à maioria dos casos. Já o carcinoma hepatocelular, tipo comum de câncer primário do fígado, está associado ao vírus da hepatite B.

Entre os métodos que previnem esses tumores, as vacinas ocupam um lugar de destaque. Elas estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) de forma gratuita e nas redes particulares.

A oncologista Letícia Leis, especializada em câncer ginecológico, da Oncologia D’Or de São Paulo, reforça que: “Esses imunizantes são seguros, altamente eficazes e fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação do SUS”.

Esses vírus favorecem o surgimento de tumores por meio de inflamações crônicas, enfraquecimento do sistema imune e alterações do controle celular.

O HPV está ligado também a tumores no canal anal, na vulva, na vagina, no pênis, na orofaringe, na base da língua, nas amígdalas e na parte posterior da garganta.

Gabrielle Scattolin, oncologista da Rede Américas e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), alerta que há um crescimento nos números dos diagnósticos desse câncer.

“Os tumores relacionados às infecções virais podem estar associados especialmente às falhas na vacinação e no rastreamento. Fica muito claro que, no caso do câncer de colo de útero, há maior incidência em locais que têm menor cobertura vacinal”, complementa.

Existem mais de 200 tipos de HPV classificados em grupos de baixo e alto risco. Entre os de alto risco, os tipos 16 e 18 correspondem a cerca de 70% das incidências de câncer de colo do útero.

Um estudo brasileiro publicado em 2025 analisou diagnósticos entre 2019 e 2023 em jovens de 20 a 24 anos. Os resultados mostraram que a vacina reduziu em 58% os casos de câncer cervical e em 67% as lesões pré-cancerosas graves.

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