Custo é principal entrave para a incorporação do GLP-1 no SUS
Custo é principal entrave para a incorporação do GLP-1 no SUS
Os medicamentos já transformaram os tratamentos da obesidade e da diabetes tipo 2, mas o alto custo impede a incorporação à rede pública
Os medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1 transformaram o tratamento da obesidade nos últimos anos. Apesar dos resultados obtidos na perda de peso e no controle metabólico, a oferta da terapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda depende de uma equação complexa: comprovar benefícios, reduzir custos e garantir que a incorporação seja sustentável para a rede pública.
Segundo confirmação do Ministério da Saúde à reportagem, uma das estratégias para tornar a terapia mais viável é incentivar a produção nacional.
Para isso, a pasta solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prioridade na análise dos registros de medicamentos com os princípios ativos semaglutida e liraglutida destinados ao tratamento da obesidade e da diabetes tipo 2. A expectativa é que a chegada de versões genéricas aumente a concorrência e reduza significativamente os preços.
A discussão ocorre após a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) emitir, em 2025, um parecer desfavorável à incorporação dos medicamentos, citando, entre outros fatores, impacto orçamentário superior a R$ 8 bilhões. Atualmente, uma nova solicitação relacionada à semaglutida está em análise.
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Enquanto aguarda novas avaliações, o Ministério da Saúde iniciou um projeto-piloto no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Aproximadamente 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras morbidades, candidatos à cirurgia bariátrica, serão acompanhados por uma equipe multiprofissional para avaliar a adaptação do tratamento à realidade do SUS, incluindo custos, segurança e resultados clínicos.
Os medicamentos promovem perda de peso significativa e melhoram o controle da glicemia.
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