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Copa do Mundo: quanto a ciência mudou o futebol nos últimos 30 anos

Copa do Mundo: quanto a ciência mudou o futebol nos últimos 30 anos

Copa do Mundo: quanto a ciência mudou o futebol nos últimos 30 anos

Especialistas explicam como tecnologia, medicina esportiva e novos métodos de treino mudaram o desempenho dos jogadores

A cada Copa do Mundo, milhões de pessoas voltam a atenção para o futebol. Além dos torcedores habituais, o torneio costuma atrair quem acompanha o esporte apenas ocasionalmente.

Em meio às comparações entre gerações e às discussões sobre como o jogo mudou ao longo do tempo, uma transformação é praticamente consenso entre pesquisadores da área esportiva. Nas últimas três décadas, o futebol passou por mudanças profundas graças aos avanços da ciência.

As mudanças envolvem desde a preparação física dos atletas até o uso de tecnologias para monitorar desempenho, prevenir lesões e acelerar a recuperação. O resultado é um esporte cada vez mais intenso e com jogadores submetidos a exigências físicas que eram incomuns no passado.

Embora muita gente tenha a impressão de que os atletas atuais correm mais do que os de décadas atrás, estudos mostram que a principal diferença está na intensidade das ações durante a partida.

Segundo o fisiologista do exercício Carlos Ernesto, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), a distância total percorrida pelos jogadores mudou relativamente pouco ao longo dos anos, ficando em média entre nove e 13 quilômetros por jogo. O que aumentou foi a quantidade de ações explosivas.

De acordo com o pesquisador, essa transformação ocorreu porque os treinamentos passaram a reproduzir de forma mais fiel as exigências do próprio jogo. A preparação física deixou de ser trabalhada separadamente dos aspectos técnicos e táticos, se tornando mais integrada.

A evolução também ajudou a criar um perfil diferente de atleta. “Os jogadores atuais são, em média, mais fortes, mais explosivos e conseguem repetir ações intensas com menor queda de desempenho ao longo da partida”, aponta.

Grande parte dessa transformação está ligada à tecnologia. Se há algumas décadas treinadores e preparadores físicos dependiam principalmente da observação, hoje as equipes contam com uma enorme quantidade de dados coletados em tempo real.

Para o educador físico Caluê Papcke, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), nenhuma ferramenta teve efeito tão profundo quanto o GPS.

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